Filmes que toda mulher deveria assistir
- 12 de out. de 2020
- 5 min de leitura
Atualizado: 14 de out. de 2020
Como primeira postagem do blog, decidi colocar o que mais amo: FILMES! então resolvi que vamos ter a Tag #Filmesquetodamulherdeveriaassistir contendo sempre um post especial com informações de algum filme que eu recomendo para vocês, incluindo a minha opinião sobre para ficar claro o motivo da indicação. Espero que gostem.
The Wife

Sinopse: Enquanto viaja para Estocolmo com o marido, que receberá o Prêmio Nobel de Literatura, Joan questiona suas escolhas de vida. Durante os 40 anos de casamento, ela sacrificou seu talento, sonhos e ambições, para apoiar o carismático Joe e sua carreira literária. Assediada por um jornalista ávido por escrever uma escandalosa biografia de Joe, agora Joan enfrentará o maior sacrifício de sua vida e alguns segredos enterrados finalmente virão à tona.
Foi lançado em 10 de Janeiro de 2019. Baseado no livro The wife de Meg Wolitzer.
Direção de Björn Runge
Autora: Meg Wolitzer
Recebeu quatro indicações: Oscar de melhor atriz (Glenn Close), Prêmio BAFTA de Cinema: melhor atriz (Glenn Close), AACTA International Award de melhor atriz (Glenn Close), Gotham Independent Film Award de Melhor Atriz
Prêmios: Critics Choice Award: Melhor Atriz, Prêmio do Sindicato dos Atores: Melhor Atriz Principal, Prêmio Globo de Ouro: Melhor Atriz em Filme Dramático, Prêmio Independent Spirit de Melhor Atriz, Satellite Award de Melhor Atriz em Filme de Drama (todos em nome de Glenn Close).
Elenco principal
Glenn Close: Atriz, cantora e produtora cinematográfica norte-americana que já foi indicada 4 vezes ao Oscar, além de inúmeras indicações em outras premiações e várias vitórias. Participou de filmes como: Guardiões da Galáxia, 101 Dálmatas, Onde está segunda? (disponível na Netflix), Warcraft, Tarzan, Atração Fatal, entre outros...sendo também muito reconhecida por seu papel de advogada na série Damages.
Jonathan Pryce: Ator e cantor britânico. Sua fama teve início com seu papel de Hamlet no Royal Court Theatre que o levou a ter vários papéis no cinema e na televisão. Possuiu uma indicação ao Oscar em 2020 como melhor ator pelo filme Dois Papas, além de duas indicações no Emmy Awards, duas indicações no Globo de Ouro, duas no BAFTA e uma indicação no Festival de Cannes que teve vitória com o filme Carrington. Participou de filmes como: Dois Papas, 007-O amanhã nunca morre, Piratas do Caribe, Os irmão Grimm, Um faz de conta que acontece, entre outros...
Christian Slater: Ator estadunidense. Vencedor do Globo de Ouro 2016 de "Melhor Ator Coadjuvante" na série de televisão “Mr. Robot”. Participou de filmes como: Coração indomável, Códigos de Guerra, Ninfomaníaca 1, entre outros...
Annie Starke: Atriz americana, filha da atriz Glenn Close (SIIM!!! Temos mãe e filha atuando juntas no filme), teve participação em poucos filmes e duas participações para a televisão.
Max Irons: Ator e modelo inglês. Conhecido por seu papel interpretando Henry em A Garota da capa vermelha e Jared Howe em A Hospedeira. Participou de filmes como: The Riot Club, A Hospedeira, Terminal, entre outros...
Meu ponto de vista
O filme gira em torno de Joan Castleman, uma mulher centrada, elegante, misteriosa, e sua relação com Joseph Castleman, retratando a forma que ela dedicou sua vida exclusivamente para cuidar do seu marido o colocando sempre em primeiro lugar. Durante todas as cenas é nítido a intimidade de um casal que está junto a vários anos, mas você sempre sente uma tensão que te leva a acreditar que algo estranho está acontecendo com os dois.
Entre o enredo a câmera sempre procura focar nas reações de Joan e eu preciso comentar aqui, minha gente, Glenn Close foi simplesmente perfeita para o papel, as expressões que ela passa somente pelo olhar sem precisar dizer uma palavra são de arrepiar, não é à toa que recebeu a indicação para o Oscar como melhor atriz pela sua atuação em '"a esposa", ela consegue te jogar para dentro dos sentimentos da personagem fazendo com que mesmo estando calada durante algumas cenas você consiga sentir a raiva que ela está sentindo e até mesmo compartilhar dela, querendo as vezes entrar no filme e dar uns sermões no Joseph do tipo “Você não tem um pingo de vergonha nessa sua cara?”.
Passei o filme inteiro querendo uma confissão, esperando que Joan desse um basta e jogasse tudo no ventilador, queria que ela recebesse os devidos créditos e reconhecimento. Fiquei indignada e me senti frustrada com o final, creio que você ao assistir também terá a mesma opinião que é bastante compreensível já que possivelmente fazemos parte da nova geração de pessoas que estão tendo cada vez mais conscientização sobre o papel da mulher na sociedade e lutando por isso. A decisão de Joan simplesmente não entrava em minha cabeça, mas após pesquisar algumas opiniões diversas cheguei a conclusão que é mais fácil uma mulher que viveu na mesma época onde os contextos eram iguais ao da personagem (já que o filme começa na década de 50) entenderem o lado de Joan em decidir esconder a verdade e manter sua história como todos conheciam. Pense nas mulheres que cresceram na década de 50 e imagine o tanto de coisas absurdas que elas passaram que para nós jamais seria algo aceitável e é dessa forma que devemos entender a decisão da personagem, além do mais quem aqui acha que iriam acreditar se ela dissesse a verdade após a morte do marido? e mesmo em vida a saúde de Joseph não estava boa, se ela soltasse que tudo era uma farsa o homem iria morrer lá mesmo e as chances de acreditarem continuariam sendo ZERO.
Glenn Close rainha
“Tenho de lhe agradecer. Do contrário acho que eu seria um imbecil narcisista"”
Que a Glenn Close é rainha nós sabemos né! Vou deixar aqui uma resposta que a diva deu em uma entrevista:
Na era do movimento #MeToo e uma consciência cada vez maior da desigualdade de gênero em Hollywood, como esse filme aborda o atual momento cultural?
Glenn Close: Pode estar um pouco fora da discussão, mas uma das minhas frases favoritas no filme é quando Joe, preparando-se para seu discurso de aceitação do Nobel, me diz: "Tenho de lhe agradecer. Do contrário acho que eu seria um imbecil narcisista". E eu respondo: "Mas você é". Adoro essa frase. Ela responde ao momento em que vivemos. Minha filha (Annie Starke), que tem 30 anos, representa uma geração de mulheres que cresceram após a eclosão do movimento feminista, com a noção de que as mulheres devem ser iguais, que não têm de lutar por esse poder. Joan é uma mulher que vive com um homem abusivo. Estava receosa de que todas as jovens que assistissem ao filme dissessem "deixe-o", que não fossem capazes de compreender a mentalidade, ou a cultura, que moldou o comportamento de Joan. Foi nesse aspecto que Bjorn e eu mais trabalhamos. Eu tinha de entender essa mentalidade para interpretá-la.













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